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Itajaí apresenta experiência de controle da sífilis congênita em Lages

Equipe da Vigilância Epidemiológica foi convidada para expor trabalho durante seminário
Data de inclusão: 28/11/2019 15:38

A equipe da Vigilância Epidemiológica de Itajaí apresentou, na quarta-feira (27), a experiência positiva do município no controle da sífilis congênita durante o Seminário de Transmissão Vertical, em Lages (SC). Com o trabalho da rede municipal, os números de sífilis transmitida da mãe para o bebê reduziram de 20 casos em 2017 para 06 neste ano.

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O exemplo de Itajaí foi apresentado para profissionais, gestores e estudantes da área de Saúde. Lages registrou no ano passado 96 casos de sífilis congênita e o seminário é uma das iniciativas para enfrentamento da doença e atualização dos servidores.

No evento, a equipe da Vigilância Epidemiológica de Itajaí apresentou dados e ações que o município realizou para redução dos casos de sífilis congênita. Foram contabilizadas 105 gestantes com sífilis no município neste ano contra 94 infectadas em 2017. No entanto, a taxa de transmissão vertical (da mãe para o bebê) caiu de 5,5% em 2017 para 1,74% em 2019, ou seja, apenas seis das 105 mulheres infectadas transmitiram a doença para o feto neste ano.

“Apesar de termos tido um aumento de casos de sífilis em gestantes, conseguimos uma drástica diminuição nos casos de sífilis congênita. Além disso, dos seis casos registrados neste ano nenhum foi por falha da rede municipal de saúde. Isso representa um grande avanço, pois em 2011, por exemplo, todas as gestantes registradas com sífilis transmitiram a doença para o bebê”, destaca a enfermeira da gerência de Vigilância em Saúde, Jacqueline Koch.

Entre as ações feitas pela cidade para reduzir os casos de sífilis estão: treinamento permanente sobre Teste Rápido de Sífilis, HIV e Hepatites B e C; implantação de planilha de acompanhamento de Sífilis em gestante; orientação para acompanhamento de casos e tratamento de pacientes; reforço para realização de testagem rápida de mãe e parceiros no pré-natal; visita técnica nas unidades de saúde onde há gestantes com sífilis; realização de palestras em empresas, escolas e centros de convivência; e realização de oficinas técnicas para professores da rede municipal de ensino e profissionais de saúde.

“Com o fortalecimento da rede de atenção básica através das capacitações conseguimos obter avanços no diagnóstico e tratamento das gestantes com sífilis no município”, completa Jacqueline.

Além dessas ações, a Secretaria de Saúde também intensificou a realização de testagem rápida para diagnóstico da doença em campanhas, eventos e universidades, bem como promoveu rodas de conversas com profissionais do sexo, igrejas e associações. Também foi reforçada a distribuição de preservativos femininos, masculinos e géis lubrificantes.

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Informações adicionais:
Secretaria de Saúde
(47) 3249-5566 

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